sábado, 22 de janeiro de 2011

Quicksand

Depois de tantos anos...
Como assim?
Concordo do mesmo jeito.

Julgar? Justo eu?
O que? A quem?

Se dissolve, eu sei...
Firme por um tempo.
Mas no fim, tudo se mistura...

Essas idiotices, idiossincrasias, individualidades...
E todas as idéias que afetam demais o raciocínio,
São só palavras... Como o amor,

Que a gente acha que entende quando se sente bem.
Que a gente acha quando sente que se entende bem.
Que a gente sente e entende bem sem precisar dizer.

Café?





segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Sabe que sim

Sorriu.
Era pura manhã de sol,
e sabe que sim.

Sorriu, e sentiu o gosto,
embaraçada.
Perigosamente imprevista...

Bonita, sim,
visível aos olhos, nua,
lua, amena, preguiçosa.

É quase noite, e nem percebe.
No céu, sabe que sim.
E em silêncio, no saber, se perde...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Encontro com o poeta.

Encontrei o poeta assim, por acaso. Como quase sempre nos encontramos...

É um sem querer sabendo que já passa da hora. É uma felicidade mútua e inesperada, nem sempre duradoura, que simplesmente ocorre numa dessas manhãs de hospício.

Diz que quer ver ela e sabe que isso mexe comigo. É tão natural que não ouso interromper, afinal, pra que servem os poetas?

Provoca-me à altura do seu talento. Está feliz de me ver, e à certa altura confessa uma vontade de chorar. Com algum esforço se segura e se condena, o sábio poeta parece não saber que, às vezes, é preciso.

Fala da vida, de suas emoções, pergunta da minha, e fazemos de tudo pra não conversar. Não sei se seriamos mais sinceros se esta fosse a intenção.

Subitamente, me lembra um trecho de música e, definitivamente, mostra que nunca estaremos seguros perante os poetas. Depois simplesmente levanta e vai, assim, "poéticamente".

Sabe que mora no meu coração, mas desconhece que prendeu no peito a unica coisa que poderia me ensinar...