sexta-feira, 21 de maio de 2010

Solange

Quem diria, quem iria acreditar...
Fui em busca de Solange e quase me perdi
Assim como as historias, os inumeros passados
Solange me chega, com ela a solidão
Um produto artesanal, sem dúvida
Confeccionado nas ilhas de Pasargada
Onde ainda somos humanos...
A experiencia que se vai nos cantos dos sorrisos
Quem diria que Solange estava em minhas mãos?
Quem, ao entardecer, reconheceria...
Onde estão os óculos, a gravata?
A erudição do linguajar polido e juridico da lugar ao Gonzaguinha
Agradar? A quem?
Danço com Solange, um samba desses de arrepiar
Daqueles que as pessoas fingem não ouvir a letra
Com medo de em alguma estrofe serem aprisionadas
Contidas.
Pequenos mundos estupidos, herméticos e babacas...
Sequer reconheceriam a propria alma no espelho
Deixo que solange me diga,
Me mostre seu mundo artesanal
Faço da varanda um quintal
E sigo a trilha invisível
Um caminho pra mim
Um oposto sem fim...