segunda-feira, 27 de julho de 2009

O levante.

A tempestade chegou...
Levantou.
Não correu.
Deixa que os ventos toquem, tremam.

Ouve a musica dos seus assovios além das sete vidas,
transformando-se em visões do oitavo andar,
Sai de pé,

Quer sentir as novas gotas,
o tempo,
o frio...

Deixa o levante livrar as costas do cabelo,
e num eriçar de pelos sabe que está vivo!
mais vivo quando só,
mais só enquanto vivo...

Parado,
Apenas compartilha com o vento,
na humana solidão dos pensamentos.

E quando a chuva finalmente embota o céu e os olhos,
deixa que caia...
Mas guarda o levante.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Tudo girando!

Tudo girando...
Velocidade incalculável, muito maior que a habitual dos pensamentos
Um toque a mais de percepção...
dói.
Inevitável e imprevisível
Antes de tudo é intrinseco ao viver
O aprendizado da força
Acalma... a calma.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Parabólica

Distante.
Captando, adaptando, assimilando...
Como a distância favorece à comunicação!

Ouço o som do suspiro ecoar.
É a solidão ou o silêncio que dissolve as mágoas?
Mágoa... Caráter, conexão ou frequência?

Prossigo na sintonia da antena!
Dessa flor-parabólica.
Girando em busca de alimento...
Contorcendo-me para as boas vibrações.