Quem diria, quem iria acreditar...
Fui em busca de Solange e quase me perdi
Assim como as historias, os inumeros passados
Solange me chega, com ela a solidão
Um produto artesanal, sem dúvida
Confeccionado nas ilhas de Pasargada
Onde ainda somos humanos...
A experiencia que se vai nos cantos dos sorrisos
Quem diria que Solange estava em minhas mãos?
Quem, ao entardecer, reconheceria...
Onde estão os óculos, a gravata?
A erudição do linguajar polido e juridico da lugar ao Gonzaguinha
Agradar? A quem?
Danço com Solange, um samba desses de arrepiar
Daqueles que as pessoas fingem não ouvir a letra
Com medo de em alguma estrofe serem aprisionadas
Contidas.
Pequenos mundos estupidos, herméticos e babacas...
Sequer reconheceriam a propria alma no espelho
Deixo que solange me diga,
Me mostre seu mundo artesanal
Faço da varanda um quintal
E sigo a trilha invisível
Um caminho pra mim
Um oposto sem fim...
Um comentário:
Salve Solange!
... e Gonzaguinha, é claro!
Minha predileta (a sua cara, por sinal!rsrs):
http://www.youtube.com/watch?v=c81XsrIe334&feature=player_embedded
RECADO (Gonzaginha)
Se me der um beijo eu gosto
Se me der um tapa eu brigo
Se me der um grito não calo
Se mandar calar mais eu falo
Mas se me der a mão
Claro, aperto
Se for franco
Direto e aberto
Tô contigo amigo e não abro
Vamos ver o diabo de perto
Mas preste bem atenção, seu moço
Não engulo a fruta e o caroço
Minha vida é tutano é osso
Liberdade virou prisão
Se é amor deu e recebeu
Se é suor só o meu e o teu
Verbo eu pra mim já morreu
Quem mandava em mim nem nasceu
É viver e aprender
Vá viver e entender, malandro
Vai compreender
Vá tratar de viver
E se tentar me tolher é igual
Ao fulano de tal que taí
Se é pra ir vamos juntos
Se não é já não tô nem aqui.
Beijoss, malandragem!
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