domingo, 15 de novembro de 2009
Quiça...
Que o vento, astúto que é,
Apenas limpa as paisagens,
E carrega pra longe o outono da alma.
Riscos, medos e decepções...
Sim, é permitido mudar!
Quiça novos amores...
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Os bons amigos
Aqueles que habitam a morada do silêncio,
Ah, esses sim são bons amigos!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
O levante.
Levantou.
Não correu.
Deixa que os ventos toquem, tremam.
Ouve a musica dos seus assovios além das sete vidas,
transformando-se em visões do oitavo andar,
Sai de pé,
o tempo,
e num eriçar de pelos sabe que está vivo!
mais vivo quando só,
mais só enquanto vivo...
E quando a chuva finalmente embota o céu e os olhos,
deixa que caia...
Mas guarda o levante.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Tudo girando!
Velocidade incalculável, muito maior que a habitual dos pensamentos
Um toque a mais de percepção...
dói.
Inevitável e imprevisível
Antes de tudo é intrinseco ao viver
O aprendizado da força
Acalma... a calma.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Parabólica
Captando, adaptando, assimilando...
Como a distância favorece à comunicação!
Ouço o som do suspiro ecoar.
É a solidão ou o silêncio que dissolve as mágoas?
Mágoa... Caráter, conexão ou frequência?
Prossigo na sintonia da antena!
Dessa flor-parabólica.
Girando em busca de alimento...
Contorcendo-me para as boas vibrações.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Eles tentaram...?
Dizer o que foi sentido é sempre tarefa impossivel.
Impossivel como descrever o que seria se fosse.
Impossível como entender qual o ponto da pimenta no tempero dos sarapatéis.
Esses amores de trapos antigos e de tripas contorcidas são sempre os melhores...
Não se pode julgar nada, nem culpar ninguem... E isso eles não ousaram.Sei que se afastaram. Ou aproximaram demais...
Quem sabe se algo a menos ou a mais pudesse resolver.
Seria apenas um momento? Um tormento? Um estúpido engasgo? Um espasmo febril...
Importa mesmo é ter vivido o sentimento, mesmo contra o vento, mesmo em um momento em que tudo parece circunstâncias. Seria uma bobagem dizer que a alma se apaga na confusão.
O susto se confunde com as descobertas, neste caso, foram os pais da razão.
Ego? Não. Apenas presenciei uma alma em erupção para nunca mais esquecer...
Nada de desculpas pelo estrago, pelo engasgo ou pelo fim.
Carregam agora apenas um fardo educado e polido...
Chega de engasgos!
Irão apenas fingir eternamente inocência pelos defeitos da percepção...
domingo, 15 de março de 2009
Aos 24
Chegando aos 24 anos ouvi muitas piadinhas... É engraçado que um numero qualquer, como o 24, ainda seja jocoso, a ponto de manter associações tão banais com a homossexualidade desde que me entendo por gente. Não menos divertida é a ideia de que um numero possa "determinar" as atitudes de uma pessoa.
Entretanto é o que realmente acontece. Cifras, estatísticas, coordenadas e muitos outros números tornam-se a razão de sobrevivência das pessoas.
Voltando às idades, acredito que realmente sejam marcantes. O primeiro ano de vida, os 15 anos de uma garota, a maioridade, as "casas numéricas" em que entramos (e saímos) até a grandiosa "terceira idade" são exemplos notáveis... Mudanças de atos, vestuário, vocabulário, gosto, estilo, e visão quem não as viveu que atire a primeira pedra. Curioso é que, mesmo quando não vivenciadas, as idades "voltam". Acredito que aos 24 anos percebemos que algumas idades, como os 20, tendem a retornar após os 50 regularmente, outras, como os 16 e 17, vão e vem durante nossa existência, e que por vezes os 60 se antecipam. E nesta seara de especulações noturnas frequentemente a duvida se instala: - Seriam as idades o motivo das circunstancias, ou seria esta a razão das idades?